Perguntas Frequentes
Estas perguntas estão agrupadas em seis secções como mostrado à direita.
Sobre a Aliança 180º
Qual o objetivo da Aliança 180º?
A Aliança 180 º existe para multiplicar o impacto do trabalho com crianças e adolescentes em situação de rua, criando uma rede em que eles possam participar, identificando e replicando melhores práticas, apoiando os projetos já existentes das organizações membros, mobilizando novas ações e defendendo com e em nome das crianças e adolescentes em situação de rua.
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Porque ter uma visão global?
Esta é uma boa pergunta, sobretudo porque na realidade a maioria de nós não tem uma visão global. Para muitos, é simplesmente fazer, com a ocupada natureza de administrar um projeto com crianças e adolescentes em situação de rua, com a natureza consumidora de um ministério que torna difícil poder olhar para além das necessidades que estão batendo "à sua porta". Para outros, eles acham que a diferença cultural e a separação geográfica significam que não há muito valor em uma visão global, como na questão com crianças e adolescentes em situação de rua, por exemplo. E, no entanto, existem muitas semelhanças entre crianças e adolescentes encontradas nas ruas em todo o mundo e são muitas as lições importantes que poderiam ser compartilhadas. Na verdade, temos experimentado como uma aliança global, por exemplo, a forma com que temos sido capazes de partilhar estratégias de atuação com crianças e adolescentes em situação de rua de países tão diferentes um do outro como na África do Sul, nas Filipinas e na Bolívia.
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O que torna 180° diferente das outras redes?
Enfatizamos que não somos apenas uma rede de troca de informação, mas somos uma rede de ação e resultados. Assim, preferimos o termo Aliança. Pelo que sabemos, somos a única Aliança Global Cristã Evangélica dedicada a questão das crianças e adolescentes em situação de rua. Pode ser a única e verdadeira aliança global que existe, atualmente, em torno dessa questão.
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O que 180º pode fazer para o meu projeto?
A Aliança 180° pode fornecer ao seu projeto recursos, através do site, e acesso a uma rede de especialistas que podem ajudá-lo com orientações e treinamentos para melhorar o profissionalismo do seu projeto. Através do nosso sistema de avaliação, podemos oferecer uma assessoria estruturada e apoio para a melhoria da qualidade de seu projeto. O primeiro passo é tornar-se um afiliado da Aliança 180°.
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A questão das crianças e adolescentes em situação de rua
Quem é a criança e adolescente em situação de rua?
Definir uma “criança e adolescente em situação de rua” é complexo, uma vez que, obviamente, cada uma dessas crianças e adolescentes são únicos e as culturas daqueles que vivem e trabalham nas ruas, ao redor do mundo, são muito variáveis.
O Conselho de crianças e adolescentes em situação de rua do Reino Unido, www.streetchildren.co.uk faz uma afirmação muito útil ao dizer que “a expressão ‘crianças e adolescentes em situação de rua” é fortemente debatido. Alguns dizem que é negativo - pois rotula e estigmatiza a criança. Outros dizem que lhes confere uma identidade e um sentimento de pertencer a algo. Essa expressão pode incluir uma gama muito ampla de crianças e adolescentes que: estão desabrigados; trabalham nas ruas, mas dormem em casa; tenham ou não algum contato com a família; trabalhem em mercados ou feiras livres; vivem nas ruas com suas famílias, em abrigos diurnos ou noturnos; gastem muito tempo em instituições; e que são profissionais do sexo. A expressão “crianças e adolescentes em situação de rua” é usada porque ela é curta e amplamente compreendida. No entanto, temos de reconhecer os problemas e sempre que possível, devemos perguntar o que eles mesmos acham. Na realidade, essas crianças e adolescentes em situação de rua desafiam as generalizações tão convenientes porque cada um deles é “único”.
Para o sucesso das intervenções é importante que elas sejam baseadas numa boa compreensão do tipo de crianças e adolescentes que o projeto está buscando assistir, procurando saber quantos existem, estatisticamente. Isto irá assegurar que as atividades elaboradas sejam relevantes para as necessidades e os direitos dessas crianças e dos adolescentes, e que o projeto tenha capacidade para atender as mesmas.
A Aliança 180 ° opta por utilizar a expressão “crianças e adolescentes que vivem e trabalham nas ruas”, ao invés de “crianças e adolescentes em situação de rua”, exceto onde esta expressão for mais, amplamente, compreendida.
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Quem é a criança e o adolescente que trabalha na rua?
Uma criança ou um adolescente que trabalha nas ruas irá gastar a maior parte do dia nelas, talvez vendendo produtos ou artigos, num trabalho informal, mas retornando a noite para sua casa (eles poderão viver ou não com os pais). Algumas pessoas incluem nesta categoria “as crianças e adolescentes que são profissionais do sexo”. Outros iriam incluir crianças e adolescentes que mendigam ou trabalham, mas que dormem, com as suas famílias, nas ruas.
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Sempre existiram crianças e adolescentes nas ruas ou isso é um fenômeno recente?
(Baseado no livro, As Crianças em Situação de Rua, por Andy Butcher, Nelson Word, 1996, Introdução e Capítulo Três).
"Por favor, senhor, eu quero um pouco mais." Estas palavras são, talvez, as oito palavras mais famosas da infância. Oliver diz estas palavras, na clássica história de Charles Dickens - Oliver Twist. Esta história é sobre um menino que foge para Londres, só para cair nas mãos de criminosos, e isto não foi um conto de fadas. Baseia-se na situação de algumas das primeiras crianças em situação de rua no mundo, há 150 anos, na Inglaterra.
Com a industrialização e o surgimento das cidades modernas, inúmeras crianças foram abandonadas ou ficaram órfãs e elas mesmas tiveram que sair para se defender. No entanto, crianças abandonadas e fugitivas já existem desde os tempos remotos.
Uma das primeiras histórias, nos textos bíblicos, é sobre um jovem rapaz, Caim que matou seu próprio irmão Abel e fugiu.
Segundo observou o historiador John Boswell, "As crianças foram abandonadas por toda a Europa a partir dos tempos Helenísticos [Gregos] até o fim da Idade Média, em grande número, pelos pais de várias classes sociais, em diversas circunstâncias." Nos tempos Romanos, os bebês eram, frequentemente, despejados em lixeiras comuns ou abandonados em praças públicas, de onde eram muitas vezes levados e cuidados por famílias Cristãs. Tertuliano, um dos primeiros pais da Igreja, escreveu "Vocês [pagãos] abandonam os seus filhos para estranhos cuidarem ou para melhores pais adotarem." (John Boswell, Da Bondade de Estranhos: O abandono de crianças na Europa Ocidental a partir do final da Antiguidade para o Renascimento, Pantheon, 1988).
Outras crianças, que foram tiradas das ruas, foram exploradas. C. John Sommerville, em A Ascenção e Queda da Infância, (Vintage, 1990), afirma que "A maioria das cidades do Mediterrâneo tinham bordéis para meninos e algumas vezes castravam os meninos que eram como prostitutos assexuados. Crianças abandonadas foram criadas como gladiadores ou deliberadamente mutilados para ajudar na mendicância".
Em 1212 D. C., milhares de crianças, a partir da França e Alemanha responderam ao que eles acreditavam ser a chamada de Deus para libertar Jerusalém das mãos dos muçulmanos, e que ficou conhecida como a Cruzada das Crianças. Elas nunca chegaram ao seu objetivo. Ao longo do caminho muitas morreram como resultado da fome e da seca que houve na Europa, naquela época. A maioria foi roubada e muitas abusadas. Um grupo foi vendido em escravidão e outros abandonaram o seu propósito e acabaram perambulando, de lugar para lugar, em pequenos grupos.
Foi como resultado da Revolução Industrial, no entanto, que as crianças em situação de rua tornaram-se mais comuns. Essas crianças ficaram conhecidas como “Maltrapilhos”, “Moleques” e mais tarde como "Árabes das Ruas". Durante o processo de industrialização, a sociedade ocidental foi basicamente reestruturada, deixando de ser rural baseada na agricultura e organizada em pequenas comunidades, para depois se tornarem em grandes cidades, com sua base nas fábricas e casas de trabalhadores. Essa migração rural à urbana, gerou pobres, favelas urbanas, que, consequentemente, produziram as crianças e adolescentes em situação de rua.
A expressão "crianças de rua" foi usada pela primeira vez em Nova York. Em 1849, o Chefe de Polícia George Matsell chamou a atenção para o "deplorável e crescente mal" na cidade. Ele se referia às crianças de rua. Em seu relatório, descreveu a situação desta maneira: "Deixados, em muitos casos, a vagar de dia e de noite, para aonde fosse que a sua inclinação os levasse, uma grande parte desses jovens andarilhos ... praticam pequenos furtos e ficam mendigando ...as mocinhas..são viciados nas imoralidades da mais asquerosa descrição."(Robert H. Bremmer (org.), Infância e Juventude na América: Uma história documentada, Harvard University Press, 1970). Esse relatório ajudou a incentivar a fundação da Sociedade de Auxílio para as Crianças de Nova York (New York Children's Aid Society), pelo Rev. Charles Brace.
Confrontado com a situação dos meninos desabrigados do leste de Londres, o Dr. Thomas Barnado criou uma organização de cuidados para crianças. Lord Shaftesbury estabeleceu a União Escolar dos Maltrapilhos para instruir as “30.000 crianças de Londres que vagavam nuas e imundas pelas ruas”. (Eileen Simpson, Órfãos - reais e imaginários (Weidenfield & Nicolson, 1987). George Muller também é bem conhecido por seu trabalho com crianças em situação de rua e crianças trabalhadoras.
Esses tipos de iniciativas, provocaram alterações na legislação trabalhista e uma melhoria no padrão de vida; viu-se uma grande redução no número de crianças e adolescentes em situação de rua. Porém, “crianças de rua” foi novamente um problema durante a Depressão no Reino Unido e E.U.A. Estima-se que existiram tantos como "meio milhão de jovens vagabundos que circulavam pelas estradas e ferrovias dos Estados Unidos" (Jo Boyden e Pat Holden, Crianças das Cidades, Zed Books, 1991). De acordo com Judith Ennew e Brian Milne, em A Próxima Geração (The Next Generation): A Vida das Crianças no Terceiro Mundo (Zed Books, 1989), o fenômeno também foi uma outra questão durante a Depressão: "Jovens livres que perambulavam pela Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, a Itália teve as suas crianças mendigas e a Rússia seus meninos selvagens.”
Parece que os tempos de agitação e mudança social estão ligados à questão das crianças e adolescentes em situação de rua. Devido à rápida urbanização e instabilidade econômica e política no mundo em desenvolvimento, tem-se visto um aumento dramático no número dessas crianças e adolescentes. Nesse sentido, o mundo em desenvolvimento, tem alcançado o mundo desenvolvido. Susanna Agnelli, membro da Comissão Independente sobre questões humanitárias internacionais, criado na década de 1980, comentou: “O paralelo entre as crianças em situação de rua do passado e do presente é verdadeiramente percebido quando se consegue refletir que a atual transformação dos países em desenvolvimento é uma continuação do processo que começou no século XVIII na Inglaterra. Somente agora é que as manifestações alcançaram os distantes cantos do México e Bangladesh. São justamente estas noções ocidentais de ‘progresso’ que têm agravado a marginalidade infantil; o Ocidente não tem respaldo nenhum para ensinar sobre a necessidade de lidar com as conseqüências” (Crianças em Situação de Rua: A crescente tragédia urbana - relatório para o ICIHI, Weidenfield & Nicolson, 1986).
Crianças e adolescentes em situação de rua não é um fenômeno novo. Eles têm existido ao longo da história, pois são os resultados de fatores econômicos e sociais, bem como a ruptura familiar. E atualmente, há mais de 100 milhões de crianças e adolescentes em situação de rua, a nível mundial. Eles são encontrados tanto em países em desenvolvimento quanto nos países mais desenvolvidos e têm muitas características em comum.
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Quantos anos têm as crianças e adolescentes que estão em situação de rua? Com que idade eles vão para as ruas?
Bebês podem ser encontrados nas ruas sendo usados para pedir esmolas, pelos mais velhos, pelos pais ou até mesmo serem alugados para mendicância. Para essas crianças, é possível que elas cresçam, sabendo nada além do que mendigar.
A idade máxima é também difícil determinar-se, e pode variar de país para país, dependendo de quando uma criança é considerada como um adulto. Segundo a ONU, uma criança se torna adulta aos 18 anos, o que significa que ao se encontrar um jovem na rua com mais de 18 anos, oficialmente não é mais uma criança e nem um adolescente em situação de rua, mas sim um jovem em situação de rua ou uma pessoa sem teto.
De uma forma geral, crianças e adolescentes que vivem nas ruas em países economicamente mais desenvolvidos costumam ter idade superior a 14 anos, enquanto aqueles dos países em desenvolvimento podem estar nas ruas em idade muito inferior.
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Quantas crianças e adolescentes estão na rua?
Estimar-se quantas crianças e adolescentes estão na rua é outra questão incrivelmente difícil, por uma variedade de razões. Crianças e adolescentes em situação de rua, muitas vezes, vivem vidas transitórias e muitas vezes para preservar sua própria segurança, evitam as autoridades, e, portanto, a quantidade precisa é difícil saber. A estimativa mundial é de mais de 100 milhões em todo o mundo (ONU), incluindo tanto as crianças e adolescentes que vivem nas ruas, assim como aquelas que trabalham nas ruas. Alguns dizem que há cerca de 180-200 milhões.
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Quais são os fatores que contribuem para que crianças e adolescentes sejam desabigrados? Por que existem crianças e adolescentes em situação de rua? De onde vêm estas crianças e adolescentes?
As crianças tornam-se desabrigadas, por muitas razões inter-relacionadas. As mais comuns são: perda da estrutura de apoio da família/comunidade, guerra, desastres naturais, doenças, abuso ou desarmonia no lar. Embora a pobreza seja um fator dominante, raramente, é o único motivo.
No entanto, no caso do trabalho infantil nas ruas (os que trabalham durante o dia, mas regressam para os seus lares à noite), a pobreza é muitas vezes a principal razão, pois essas crianças e adolescentes precisam assumir alguma responsabilidade de provisão financeira na própria família.
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Por que as crianças e adolescentes fogem de casa? Eles são apenas rebeldes ou existe mais algum motivo?
As crianças e adolescentes fogem de casa, porque as coisas se tornam muito difícieis de administrar e há uma idéia neles de que tudo vai ser mais fácil de lidar se estiverem sozinhos e longe de casa, do que permanecer em seus lares.
Um aspecto crítico para as crianças e adolescentes ao fugirem de suas casas está ligado às questões do apego emocional. A pobreza, abuso, negligência e falta de educação são alguns dos motivos que fazem com que as crianças e adolescentes corram para as ruas, mas o fator crucial que significa que eles são capazes de dar o passo inicial de sairem de casa é a falta de apego emocional com alguém. Se não existir alguém em casa com quem eles se sintam seguros, quando surgem os problemas, os quais tornam-se demasiadamente extremos ou severos na mente da criança e do adolescente, não há nada que os segure. Frequentemente, os comportamentos ligados à sobrevivência dessas crianças e adolescentes nas ruas parecem estar ligados à desobediência, mas esses comportamentos são, simplesmente, ligados à sobrevivência e também ao que foi exemplificado dentro das suas próprias casas, comunidades e nas ruas.
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Onde estão as meninas em situação de rua?
Existe, certamente, uma porcentagem menor de meninas do que meninos que vivem nas ruas. Uma razão para isto é que as meninas podem ser consideradas mais úteis do que os meninos para o trabalho domésticos (na limpeza, cozinha, cuidado das crianças, etc.) Sendo assim com este valor agregado, talvez sejam tratadas melhor do que os meninos (embora, geralmente, não vão para a escola) e, portanto, não acabam nas ruas.
Entretanto, definitivamente, há meninas nas ruas. As meninas que vem para as ruas (pelas mesmas razões que os meninos), costumam chegar muito rapidamente e se entrosam em um grupo de crianças que já vivem lá. Essas crianças que já vivem nas ruas mostram-lhes como as coisas funcionam, e oferecem-lhes um sentimento de propriedade e segurança. Devido a algumas questões relacionadas com o gênero no seio da sociedade, as meninas podem parecer menos visíveis, pois passam seus dias fazendo algumas das tarefas domésticas relacionadas ao grupo, enquanto os meninos estão nas ruas mendigando ou sendo guardadores de automóvel. As meninas também, rapidamente, juntam-se a um menino que se torna seu "namorado" e protetor, enquanto durar esta relação. Antes das meninas começarem a se desenvolver fisicamente, algumas vezes, é fácil serem confundidas com os rapazes. Conforme elas vão crescendo e se desenvolvendo, tornam-se então, suscetíveis de serem aproveitadas no trabalho sexual, formal ou informal. Uma vez que muitas estão trabalhando em locais que não são “vistas” pela sociedade, acabam tornando-se invisíveis. A vida das meninas nas ruas é bem menor que a dos meninos. Abuso, violência, HIV / AIDS e a constante contaminação por não usarem o preservativo com os seus múltiplos parceiros, leva-as a uma morte precoce.
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Como subsistem as crianças e adolescentes em situação de rua e o que elas comem?
A maioria das crianças e adolescentes em situação de rua vive do trabalho ocasional como, por exemplo, vendendo coisas, lavando carros, pára-brisas, guardando carros ou pedindo esmolas. Essa não é uma maneira fácil de sobreviver e com as duras condições nas ruas, muitas são apanhadas cometendo pequenos delitos, e são treinadas por pessoas mais velhas que também vivem nas ruas. Meninas, em particular, embora não exclusivamente, são particularmente vulneráveis ao se envolverem no comércio do sexo como um método de sobrevivência nas ruas.
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O que as pessoas pensam sobre as crianças e adolescentes em situação de rua?
É extremamente difícil generalizar. Pareceres, obviamente, também variam, de pessoa para pessoa; algumas se sentem muito solidárias com o sofrimento das crianças e adolescentes em situação de rua, e se envolvem de diferentes formas, enquanto outras não têm certeza de como poder ajudar.
Por outro lado, nas situações difíceis em que se encontram essas crianças e adolescentes, alguns irão se envolver na criminalidade, e, embora esse não seja o caso de todos, isso muitas vezes, torna-se uma percepção generalizada entre o público que pode temê-los.
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Como as pessoas locais estão ajudando e por que não estão fazendo nada pessoalmente?
Você provavelmente irá descobrir que as organizações ao fazerem o trabalho mais eficaz, contam com o pessoal do próprio local. Embora elas não sejam muitas vezes notadas, o trabalho que se faz é importante, porém em pequena escala. O problema é que há muito trabalho a ser feito e não há pessoas suficientes com as competências e as características necessárias e que estejam prontas para sacrificar aquilo que elas precisam, para alcançá-los.
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Como é o envolvimento da igreja neste trabalho?
Essa é, obviamente, uma questão que varia em todo o mundo, mas se você definir "a Igreja", como cristãos, sempre onde eles se encontram, nota-se que há uma proporção significativa de organizações que trabalham com crianças e adolescentes em situação de rua são motivadas pelo conhecimento de Jesus.Nota-se também que a partir de nossa visão e dos valores, a Aliança 180° é uma aliança de organizações baseadas na fé cristã.
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Comportamento das crianças em situação de risco nas ruas
Porque a droga é considerada um problema para as crianças e adolescentes em situação de ruas? Porque as crianças e adolescentes cheiram cola e quais são os efeitos dessa droga?
Usar drogas é simplesmente um mecanismo de entrega que as crianças e adolescentes aprendem uns com os outros, e que os ajudam na dura sobrevivência nas ruas.
Os componentes químicos da cola adormecem e amenizam os sensores das crianças e adolescentes e inibem o sentimento de fome, o frio e a vulnerabilidade emocional deles. Como não há nenhuma outra maneira de lidar com o processo da dor e da dificuldade que vem com a vida nas ruas e todo o sofrimento que eles tiveram e que os levou a sair de casa, cheirar cola os distancia das suas necessidades reais e faz com que se sintam mais seguros de administrar melhor a situação em que vivem.
Cheirar cola pode ser também uma declaração de que as crianças e adolescentes sabem que as pessoas têm antipatia por eles porque fazem-nas se sentirem desconfortáveis. Existe um jogo de poder que está ligado ao cheirar, permitindo-lhes sentir que há algo que gera conflitos para os adultos os quais não tem nenhum poder sobre eles.
Os efeitos, a longo prazo, do cheirar cola, para as crianças e adolescentes são danos, permanentes, ao cérebro, uma vez que estas células não são capazes de serem reparadas e dependendo do teor de chumbo da cola a ser inalado, pode gerar paralisia, se for inalado por um longo período de tempo.
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Atendendo ao apelo das crianças e adolescentes em situação de rua
É recomendável dar dinheiro para as crianças nas ruas?
Geralmente é muito difícil resistir em dar dinheiro para as crianças e os adolescentes. Sabendo que eles passam fome e, muitas vezes, por não sabermos mais o que fazer, é mais fácil dar um dinheirinho, apenas para afastá-los. Há muitas opiniões distintas sobre o dar dinheiro às crianças e adolescentes nas ruas. Existe um ponto de vista de que o fato de dar dinheiro para as crianças e adolescentes, fortalece a permanência deles nas ruas, pois lhes permite não só comprar comida, mas também manter o uso das drogas. Muitas vezes é melhor dar alimentos para as crianças, sanduíches ou maçãs ou o que você tiver consigo, ao invés de dar dinheiro, porque muitas vezes este dinheiro será para comprar cola ou outras drogas.
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Qual é a atuação dos Governos junto às crianças e adolescentes em situação de rua?
Os Governos da Uganda e do Zimbabue e da cidade de Durban na África do Sul tem arrebanhado e levado as crianças e adolescentes em situação de rua, largando-os nos arredores das cidades ou internando-os em centros de detenção juvenil.
Na Zâmbia, no passado, eles tentaram programas educativos para o público em geral, explicando que dar dinheiro para uma criança e adolescente em situação de rua, incentiva outros a irem para as ruas.
Em outros países o problema das crianças e adolescentes em situação de rua é ignorado ou deixado para que as organizações não governamentais tratem do assunto. Nos piores casos houve extrema violência contra crianças e adolescentes de rua, com a cumplicidade dos Governos.
Em São Paulo, Brasil, o setor privado uniu-se com os bancos do centro da cidade, e solicitaram que uma ONG transferisse as crianças e adolescentes em situação de rua para fora do centro da cidade.
A metodologia de agências que estrategicamente atuam em diversos níveis de abordagem, tanto na prevenção como na reabilitação de crianças e adolescentes em situação de rua, só agora começam a ser adotadas. Exemplos incluem: Cochabamba, Bolívia, liderada por Toybox e Rede Viva; Manila, Filipinas, facilitada pela Ação Internacional e na África do Sul com a participação de ex-crianças e adolescentes em situação de rua, trabalhando com o programa Umthombo Investigação e Ação. Todas essas organizações são membros da Aliança 180 º.
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Qual é a posição da polícia?
Policiais geralmente são os agentes do governo que executam políticas que o governo legisla ou decreta. No entanto, existem muitos incidentes documentados, nos quais a polícia tem agido contra as crianças e adolescentes em situação de rua, sendo paga pelo comércio local.
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A situação está melhorando?
Em 2007, pela primeira vez na história, estimou-se que mais pessoas moram nas cidades do que nas áreas rurais. Essa tendência de migração rural-urbana que só tende a aumentar, faz com que mais crianças e adolescentes em situação de rua estejam trabalhando.
Além disso, as condições familiares que forçam as crianças e adolescentes a viverem nas ruas, como abuso e negligência, estão em curso; bem como outras causas, por exemplo, a guerra.
Ao que parece, a menos que a essas questões forem dadas uma atenção especial, a situação só tende a piorar. Entre 1995 e 2003, os programas da União das Escrituras (Scripture Union) no Zimbabué, descobriram que eles foram capazes de conter o número de crianças e adolescentes em situação de rua, mas não reduziram esse número, devido ao fato dos fatores causadores ainda persistirem.
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Trabalhando com crianças e adolescentes em situação de rua
O que pessoas “comuns” como eu podem fazer?
Há muitas maneiras pelas quais você pode fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes em situação de rua, onde quer que você viva ou quaisquer que sejam as suas habilidades. A melhor forma para iniciar é fazendo um contato com uma boa organização que atue com crianças e adolescentes em situação de rua e que esteja perto de você ou que talvez atue numa área específica de sua especialização. Pense, criativamente, na maneira como você poderia usar suas habilidades, mesmo não trabalhando diretamente com as crianças e adolescentes, pois existem muitas pessoas que trabalham com eles e que precisam ser apoiadas, a fim de que esse trabalho se torne mais eficaz. Pode ser que você organize um evento, como um desfile de moda, para aumentar a sensibilidade e também os recursos financeiros para o sustento daqueles que trabalham diretamente com essas crianças e adolescentes. É óbvio que ao se unir à Aliança 180 ° você se conectará com as notícias sobre o que está acontecendo com as crianças e adolescentes em situação de rua ao redor do mundo, receberá motivos de oração atualizados, bem como estará ciente das áreas de necessidade que possam condizer com os seus interesses e habilidades.
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Que tipo de organização eu devo apoiar? / Como faço para saber se uma organização que trabalha com crianças e adolescentes em situação de rua é confiável?
Boa pergunta! Isso muitas vezes não é fácil de determinar, especialmente se você não for um especialista da área. Uma forma prática é a de buscar afiliar-se a uma organização que faz muito desse "controle" para você. Exemplos desses são: o Conselho para as Crianças em Situação de Rua no Reino Unido (www.streetchildren.org.uk) e, é claro, a Aliança 180° - você pode verificar as nossas condições de adesão aqui.
Algumas orientações gerais:
- A organização possui uma estrutura administrativa confiável (por exemplo, Conselho Consultivo, Diretoria, descrições claras das funções, procedimento financeiro sólido, auditoria contábil)?
- Se você estiver visitando o projeto, como é que as crianças e os adolescentes parecem se comportar: eles aparentam estar descontraídos e felizes no ambiente do projeto? Como é que os funcionários os tratam? Será que o projeto implementa uma Política de Proteção Infantil? Pergunte aos líderes e a equipe do projeto sobre as suas motivações para trabalharem com as crianças e adolescentes.
- Existe um projeto voltado para a reintegração familiar?
- Como o projeto avalia o impacto de seu trabalho?
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Onde posso encontrar mais informações sobre organizações que trabalham com crianças e adolescentes em situação de rua?
Bem, este site é um bom começo! Outros bons portais são
www.streetchildren.org.uk e www.streetchildafrica.org.uk, www.enscw.org, www.shinealight.org
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Posso visitar projetos que atuam com crianças e adolescentes em situação de rua em outro país?
Muitas organizações montam equipes de curto prazo ou visitas aos seus próprios projetos - a melhor maneira de saber é entrando em contato com as organizações, diretamente, e perguntando como eles procedem nessa área. Pode ser que eles trabalhem com uma organização parceira que ofereça esse tipo de serviço, para que não haja redução de tempo, nem de recursos que são destinados ao funcionamento do próprio projeto. Você deve esperar, no mínimo, ser convidado para uma avaliação e enviar suas referências.
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Que tipo de formação eu preciso ter para trabalhar com crianças e adolescentes em situação de rua? /Eu estou interessado em trabalhar com crianças e adolescentes em situação de rua, o que devo fazer? Eu quero começar um ministério na minha igreja com crianças e adolescentes em situação de rua, como devo fazer isso?
Inicialmente considere em se envolver num projeto, de curto prazo, a fim de descobrir se é algo que você conseguirá fazer. Busque e descubra, próximo a você, meios de se enganjar com aqueles que estão nas ruas. Se o seu ministério é confirmado por esta experiência, procure logo fazer algum treinamento e ao mesmo tempo procure uma organização que tenha os mesmos valores e atitudes.
- Oportunidades de Treinamento são regularmente incluídas neste site
- Leitura recomendada ver ‘Dicas dos Especialistas’.
- Considere quais são os tipos de habilidades que você pode oferecer, por exemplo, ensino, trabalho social, primeiros socorros, música, esporte, gestão de projetos, administração, etc. - como você pode obter formação e experiência em uma área útil como essas?
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Questões organizacionais
E quanto à proteção das crianças e abuso infantil?
É vital que todas as organizações que trabalham com crianças e adolescentes em situação de rua tenham e obedeçam a uma política de proteção infantil. A Aliança 180° na orientação de adesão, insiste em que todas as organizações membros tenham uma política de proteção infantil implementada. Você pode ver um modelo de política de proteção infantil aqui.
As organizações devem solicitar antecedentes criminais seguido de referências pessoais, sempre que possível, ao recrutarem funcionários e voluntários, tanto locais como vindos do exterior.
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As organizações que trabalham com crianças e adolescentes em situação de rua costumam trabalhar juntas?
Isto depende de cada organização. Muitas valorizam o trabalho em parceria e, na verdade, a Aliança 180° é uma prova disso a nível global. As principais questões que foram identificadas para que organizações não trabalhem em conjunto são: orgulho, competição por recursos financeiros e diferenças ideológicas.
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